segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

E que venha 2015

Bem na última semana do ano, o governo anuncia mudanças no seguro desemprego. Ou seja, vai mexer no direito dos trabalhadores para diminuir o rombo causado pela má gestão e pela roubalheira que parece não ter fim.

Desde a reeleição de Dilma, passamos a viver um momento de incertezas na economia e nos rumos do Brasil. O dólar oscilando como nunca a patamares assustadores, e o pior, a previsão é bem pior do que está. O desemprego ou a falta de geração de emprego vai continuar e aumentar. Na verdade, já vivemos uma recessão. E por isso dá medo!

Medo do que está por vir. Medo do que vai acontecer. A única certeza que tenho é que se a política não mudar, se as atitudes não mudarem e se o povo brasileiro não mudar, iremos cada dia mais para o buraco. E aquela velha máxima de que o Brasil era o país do futuro, vai ser uma grande farsa. E este futuro jamais existirá.

Li ontem uma matéria sobre a previsão para o País em 2015. E Robério de Ogum disse que ainda tem muito escândalo por vir. Que vai ser um ano de justiça. E espero que seja. Somente assim poderemos ter a esperança de um Brasil melhor. Somos ricos, mas precisamos de bons gestores. De políticos comprometidos com o futuro do país, não com o mandato e o bolso.

Um 2015 de paz no mundo e justiça no Brasil!

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Ponderações sobre as eleições 2014

A ida de Aécio Neves para o segundo turno pegou todo mundo de surpresa. Nenhuma pesquisa mostrou isso, nem de longe. Milagre? Só pode. No entanto, este segundo turno está pior do que eu esperava, ataques e mais ataques, denúncias e mais denúncias. A ponto de ninguém mais saber o que é verdade ou mentira. E nessa briga, quem sai perdendo é o Brasil.

Nos debates, Dilma ataca o Aécio e Aécio vai se defendendo e alfinetando. Nas mídias sociais defensores da Dilma postam argumentos que para mim não existem ou são irreais. Ou quem sabe surreais! E aí começo a ponderar e analisar:

1. Quando Dilma fala sobre o PSDB e o governo FHC ela fala como se o Aécio estivesse lá. 
2. Pensando por este lado, acho que não se pode generalizar. Em todo partido ha bons e maus políticos, infelizmente mais maus do que bons. Eu já votei em candidato do PT, do PV, do PSDB entre outros partidos. Vou pelas propostas do candidato ou pelo que ele mostrou em algum mandato. 
3. O governo Lula se beneficiou a situação que pegou o Brasil, que estava caminhando bem, por causa do Plano Real que foi implantado no governo tucano de FHC.
4. Sabiamente, levaram adiante a mesma política econômica do governo anterior que estava dando certo.
5. O Bolsa Familia e realmente algo aprimorado dos programas sociais do governo FHC. Embora, eu discorde de como ele esta sendo feito e do número de pessoas atendidas, que segundo a própria Dilma disse que ultrapassar 1/4 da população.
6. Pensando no dado acima, como o índice de desemprego pode estar em 6%?
7. Alguém pode me dizer qual a qualidade de empregos que foram gerados? Porque não existe emprego para todos os formandos.
8. O Ciência sem Fronteiras é realmente algo que devemos valorizar, oportunidades excelentes para quem está na universidade. Ponto positivo sim.
9. Inflação sob controle. Acho que não vivo no mesmo país que o PT vive. Não tenho o mesmo poder de compra. Isso é fato.
10. A Copa do Mundo funcionou porque o brasileiro é criativo e tem o seu jeitinho, mas que nada foi entregue a tempo e as obras foram super faturadas isso foi. O bom do Brasil é o brasileiro e ele deu um show, cativando os gringos.
11. Os metrôs e o trem bala? Onde estão?
12. A saúde? Os médicos cubanos resolveram o problema da saúde?
13. Por que investir em Cuba ou na Venezuela, quando temos problemas enormes de transporte e infra-estrutura?
14. O investimento não existiu, obras não foram concluídas, e o país está em recessão.
15. Por que fazer agora, o que nem foi começado nos últimos anos? E vão terminar o que começou? A transposição do Rio São Francisco começou no governo Lula e até hoje está em obras.

O que digo é: eu voto em Aécio porque é hora de mudar. É hora de alternar o poder. Temos orgulho da nossa democracia e temo que ela se acabe, já que a atual presidente compartilha de ideias e é amiga de socialistas. Posso estar sendo extremista, mas quero um país democrático e desenvolvido! Quero um país rico, sem muita corrupção, e que possamos ter orgulho dele.

O PT começou com um objetivo bonito e nobre, defender o trabalhador e com bases na honestidade. Mas uma vez no poder, os desvios de dinheiro foram maiores do que já se teve notícia. Tudo o que foi defendido por eles a vida toda, caiu por terra. Seus integrantes presos. E seguindo a linha de Lula, Dilma também não sabe de nada. E aí reforço a fala de Aécio, um governo assim é conivente ou incompetente. E isso já é uma coisa que falo há anos.

Mas mais do que tudo, o importante é respeitar os pontos de vista. Concordar com o que realmente pode ser bom, e respeitar aquilo que você não defende. Assim na vida e na política. Espero o melhor para o Brasil! Que venha a mudança! Que venha o desenvolvimento! Que venham políticos mais honestos!

domingo, 17 de agosto de 2014

Reflexões sobre a morte de Campos

Nunca fui muito ligada à política. Mas o tempo, a idade e a indignação com a atual situação do Brasil fizeram com que eu passasse a prestar mais atenção na política. Hoje acho que não existe partido político bom ou ruim, existem políticos bons e ruins, infelizmente mais ruins do que bons. E com isso vou levando minhas convicções do que pode ser bom para o Brasil. 

Recebi a notícia da morte de Eduardo Campos, embarcada num avião em pleno Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Exatamente de onde ele partiu. Pouco sabia da vida política dele e devido ao trabalho não vi a entrevista concedida ao Jornal Nacional na noite anterior. Passei o vôo inteiro pensando na notícia e querendo saber mais. E ao mesmo tempo, pensando em como a vida prega peças. Numa hora a gente está aqui, no segundo seguinte, não está mais.

Durante a minha estada em São Paulo, um dos taxis que peguei bateu. Naquele momento pensei: caramba, estou aqui trabalhando e de repente algo pode me parar! E foi exatamente isso o que senti quando fiquei sabendo do acidente que vitimou Eduardo Campos e outras seis vítimas.

Depois do choque inicial, começo a me questionar o que faz sete pessoas estarem juntas para morrer. Marina Silva não estava no avião. A mulher dele também não, assim como outro assessor. Eram eles que tinham que estar ali para morrer. E como ficava a eleição dali para frente?

Eu que não entendo muito de política, estava ali, pensando agora como seria. Marina sendo lançada a candidata a presidência muda todo o cenário político. Na verdade, muda todo o curso da eleição presidencial. Acredito que o mais prejudicado agora será Aécio Neves, pois com certeza Marina vai crescer, e o povo brasileiro é muito emotivo, e esta morte trágica, inesperada, pode mudar muito a opinião dos eleitores.

Confesso que depois de tanto ver e ouviu sobre o Eduardo Campos, acho que até eu poderia votar nele. Mas depois que a pessoa morre, somente o lado bom é ressaltado. Mas o que mais me chamou a atenção no meio disso tudo, foi a postura da mulher dele, Renata Campos. Que postura mais digna pedir que o corpo dele fosse liberado junto com todos os outros! Fazer um velório com todos juntos. e permitindo que a população pudesse participar. Eu fiquei encantada com a fortaleza dessa mulher, e sua capacidade de tomar decisões tão dignas, bonitas, num momento tão difícil.

Vi tudo o que pude sobre a tragédia até o enterro, na noite de hoje, domingo 17 de agosto de 2014. como tantos outros brasileiros chorei junto. Vi que seus filhos devem seguir a carreira do pai. Vi uma expressão de paz em seus rostos, que foi surpreendente. E agora, penso: o que será do futuro deste Brasil? E acabou que a frase que ele disse em sua última entrevista, serviu para eu criar um pouco mais de confiança neste país que tanto me desaponta: "Não vamos desistir do Brasil". Que isso fique na cabeça dos brasileiros e que nós possamos escolher melhores nossos governantes e assim, caminharmos para um futuro melhor.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

O legado da Copa do Mundo no Brasil

Quem diria que depois de tanta confusão, de tanta roubalheira, a Copa do Brasil poderia ser considerada um sucesso? Eu mesma não acreditava nisso, e falei para muita gente, muitos dos meus amigos que achava que a Copa seria um fiasco. Mas para a minha alegria, não foi.

O jeitinho brasileiro que tanto nos atrapalha, também nos ajuda. Mas o que mais pontuou foi a alegria e a receptividade do brasileiro. E as ruas ficaram alegres de gringos e nativos querendo diversão, querendo futebol. 

E quando parecia que a Copa havia acabado para nós, depois de um fatídico 7 x 1 para a Alemanha, outra reviravolta: nós torcemos para a Alemanha no final. Adotamos os alemães. Muitos optaram pela Alemanha porque senão seria a Argentina. E brasileiro que é brasileiro não torce para a Argentina nem em futebol de botão. E a Alemanha ganhou e mostrou uma festa linda no campo. O melhor foi entrar no clima das redes sociais e tirar onda da nossa cara mesmo e rir da derrota. Como o brasileiro é criativo? E como consegue fazer piada da desgraça!

Mas o legado maior desta Copa para mim foi com certeza o jeito alemão de ser. Na vitória contra o Brasil, os jogadores foram comedidos ao celebrar, respeitando o nosso vexame. E os meus amigos alemães então? Nenhum me mandou nenhuma mensagem de zoação. Foi incrível!

Naquela semana esperei mais um pouco e nada. E depois comecei a pensar em como eu agiria caso tivesse sido o contrário. E eu iria ser muito chata. Iria mandar mensagem, falar, lembrar, rir... E decidi aprender com eles. Acho que agora vou pensar 10 vezes antes de qualquer comentário a respeito de futebol.

Futebol é alegria, diversão. E a Copa do Mundo foi assim. Foi assim no Brasil! Vários jornalistas ressaltaram isso pelo mundo afora. Que o povo brasileiro fez bonito! Que o caos que todos previram, não aconteceu! E o que se viu foi alegria! E este é o legado do Brasil! É o legado desta Copa do Mundo!

Apesar de todos os problemas, o brasileiro sorri! E dança! E canta! A hospitalidade é nota 10! Fomos um só neste evento! E mostramos para o mundo que o Brasil pode ser um ótimo destino para turistas sim e que sempre estaremos prontos a ajudar! E o melhor de tudo: sorrindo!

sábado, 12 de julho de 2014

Digerindo o resultado até hoje - Brasil Copa do Mundo 2014

A poucos minutos do início da disputa do terceiro lugar da Copa do Mundo 2014, tomei coragem para escrever. Desde o jogo contra a Alemanha, venho tentando digerir aquele resultado. Li vários comentários, alguns que considero idiotas, mas quem diz que quem vai ler este meu blog não vai achar o meu também idiota?

O que vimos foi um time que não existe, que foi longe até demais, passar o maior vexame da sua história. A seleção canarinho não estava em campo. Depois, vimos o David Luiz pedindo desculpas. E o Felipão achando que estava tudo certo. Certo? Aonde? Nunca vi tamanha prepotência. Perder faz parte do futebol, como de qualquer esporte. Mas perder dignamente, jogando, lutando.

Do outro lado, vimos uma seleção alemã deslizando pelo campo, fazendo o que queria. E não fez mais gols porque não quis. E depois, demonstrando uma educação fora do comum. Bonito, mereceu ganhar por tudo que fez. 

Hoje li uma matéria com o jornalista da Federação alemã e achei incrível a forma como eles divulgaram, como interagiram com todos mesmos isolados no seu centro de treinamento, construído por eles próprios. E, sinceramente, merecem ganhar a taça. Além disso, aprendi um pouco com os meus amigos alemães. Eles podiam ter tripudiado em cima de mim, e pelo contrario, algumas mensagens durante o jogo mostrando incredulidade pelo que estavam vendo e nada mais depois.

Mas enfim, o jogo já está começando. Não vou me prolongar mais. Só vou dizer que, apesar de brasileira, a Holanda merece vencer hoje. E a taça deve ser da Alemanha, por mérito total. Vamos ver o jogo.

domingo, 22 de junho de 2014

E tem Copa, Brasil!

E o Brasil é o país da Copa do Mundo de 2014! Após tantos atrasos em obras e muita coisa sem ter sido concluída, a bola está rolando as 12 cidades sedes. E mais do que isso, a alegria também está espalhada. E mais, sem grandes confusões e protestos. Ou melhor, vandalismo.

Tenho visto situações isoladas, como a que aconteceu no primeiro jogo em Belo Horizonte, e nesta semana em Sao Paulo, com depredação de uma concessionária. Sempre me pergunto sobre isso. Eu não vejo graça nenhuma no quebra-quebra de casas e estabelecimentos comerciais. A culpa do que acontece no país não é dessas pessoas, mas sim de todo mundo, inclusive de quem está depredando no momento, já que nas urnas votamos errado e no decorrer dos anos fomos passivos frente aos desmandos dos politicos eleitos por nós. Por isso, sou totalmente contra.

Quando estes protestos começaram no ano passado, eles tinham um ar espontâneo. E era bonito! Até que partidos, grupos resolveram se aproveitar da situação e virou quebradeira. Ou seja, para mim perdeu o sentido. O que deve ter perdido para muita gente, tanto é que não se reúne milhares de pessoas mais, talvez algumas centenas. E com isso, a Copa começou. E o país do futebol se rendeu ao evento.

Eu não pedi a Copa, mas fiquei feliz por saber que ela seria aqui. Fiquei triste quando vi o que estava sendo feito, ou melhor, o que não estava sendo feito. Mas quando ela começa, o povo se rebelar e dizer que não vai ter copa, não faz nenhum sentido mais. Já que está aqui, vamos fazer bonito. E aparentemente é o que está acontecendo.

Belo Horizonte foi invadida por colombianos, argentinos, argelinos, belgas... E todos com o mesmo objetivo: torcer e estão torcendo juntos. E trazem vida para a cidade, para o Brasil! É contagiante! E estou feliz por poder ver isto! Quero mostrar que nós somos alegres, que somos hospitaleiros e que podemos ser grande sim. Quero que os gringos tenham uma boa impressão da gente. E quanto aos vários problemas que enfrentamos, vamos cobrar, depois, pacificamente e lindamente: nas urnas e nas ruas também. Mas como no velho ditado "roupa suja se lava em casa", vamos fazer isso depois que a Copa acabar, quando os gringos tiverem ido embora e vão indicar o nosso Brasil para seus amigos virem visitar, passar férias. E mais do que isso, vamos continuar cobrando sempre, até que um dia os politicos brasileiros passem a governar e trabalhar por nós e não para eles.

Tem Copa no país do futebol!

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Somos todos criminosos?

Esta pergunta pode parecer um pouco forte, mas foi esta a sensação que tive quando vi a notícia dos saques, das invasões em Pernambuco. Não tenho outra definição para o que aconteceu na cidade com a greve dos policiais. E com isso, vieram as lembranças das manifestações que têm ocorrido desde meados do ano passado, com destruição por onde passa.

A sensação que me deu é que vivo em um país que tem mais criminosos do que cidadãos de bem, porque aproveitar uma greve policial para fazer o que foi feito ontem em Pernambuco é realmente algo inacreditável. Não posso dizer nem que o povo está fora do controle, mas não existe controle, não existe senso e estamos longe da civilidade.

Isso me envergonha e me entristece. Somos um povo trabalhador e que, apesar de tudo o que nos falta no país, conseguimos sorrir. Mas o que tem acontecido por aqui é realmente absurdo. E aí toco no assunto das manifestações, que agora voltarão a aumentar. Embora, não tenham parado por completo desde a Copa das Confederações. Já perdi as contas de quantos ônibus foram incendiados, quantos imóveis depredados e fico me perguntando o porque disso tudo.

Se o transporte público está ruim, se queimar um ônibus vai ficar ainda pior. Vai ser um a menos para rodar. Qual a culpa os donos de comércio tem? É o governo que deixa de prestar o serviço. São os políticos que estão legislando em causa própria. E é nas urnas que precisamos mudar a situação.

O que aconteceu depois das manifestações do ano passado? Nada. Ameaçaram fazer algo, inventaram  o "Mais Médicos", mas nada de resolver problemas básicos. E ainda mais: obras super faturadas para a Copa do Mundo, e a menos de 30 dias do inicio do evento, nem as obras e estádios prometidos foram entregues. Vergonha nacional. Tiveram sete anos para arrumar a casa, e nada foi feito. O Brasil continua carente de serviços públicos, rodovias, aeroportos, portos (Mas Cuba não pode reclamar).

Precisamos nos indignar sim. Mas somos cidadãos e cada pedacinho de chão destruído, vai ser reconstruído com ajuda vinda do nosso bolso. E mais, vai um pouquinho para o bolso do politico, porque a obra vai ser super faturada. Vamos nos manifestar sim. Mas sem vandalismo. Temos esta obrigação. Somos cidadãos carentes de serviços públicos, não criminosos. Precisamos mudar nossa postura e não tomar vantagem de greves de policiais ou coisas do tipo. Embora pelo que eu estou vendo na TV, parece que a maior parte da população é bandida, quero acreditar que não e que o Brasil pode melhorar.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Que país é este?

A pouco mais de um mês para a Copa do Mundo, o país vive um caos sem tamanho. Na verdade, eu nunca vi ou imaginei que o meu País pudesse virar o que virou: uma terra de ninguém. De ninguém mesmo. Não sei se o problema está em mim, que estou vendo com outros olhos, ou se realmente aquele país do futuro jamais vai existir.

Quando morava na Nova Zelândia cheguei a escrever para uma revista direcionada à comunidade brasileira de lá. Numa das vezes, escrevi exatamente sobre o futuro que havia chegado. No entanto, agora, de volta ao Brasil, sinto que retrocedemos anos luz.

Não vou falar sobre os atrasos para a Copa do Mundo, as obras inacabadas e a vergonha que vamos passar. Mas sobre os atos de violência que tenho visto nos noticiários. E o pior, parece normal. A população não se indigna mais, olha e pensa que é apenas mais um.

Um aconteceu no fim de semana, quando torcedores jogaram vasos sanitários nos outros e conseguiram matar uma pessoa e ferir outra. Alguém já imaginou ir a um jogo e bem, não voltar mais porque foi atingido por um vaso sanitário jogado por um imbecil qualquer? Não tenho outra palavra para classificar a pessoa que fez isso.

E ainda tem o caso da dona de casa, da Fabiane de Jesus que foi linchada por causa de um retrato falado que apareceu na internet sobre uma bruxa que andava seqüestrando crianças para fazer magia negra. A pobre coitada era parecida com o tal retrato falado do site que divulgou o caso como boato e acabou fazendo com que uma mulher fosse morta.

Este caso é completamente absurdo. E mais absurdo é pensar que isso aconteceu porque pessoas queriam fazer justiça com as próprias mãos, uma vez que nossa justiça não tem feito nada. A impunidade que reina no Brasil é tão grande, que os bandidos riem da cara da gente, dando entrevistas falando que vão continuar roubando, matando, que em questão de horas estarão nas ruas de novo. E é verdade. Mas aí vem o povo, cansado de tudo isso, e se torna criminoso igualzinho como o outro que ele condena e quer ver preso.

Com relação ao caso da Fabiane, vi um post no Facebook de uma colega da faculdade (Ludmila Gauzzi) dizendo mais ou menos assim: você que deu um chute sequer na Fabiane, acordou cidadão e foi dormir assassino. E é verdade. A indignação está gerando mais crimes. E nem precisa ser somente este caso, vamos pensar nos protestos que têm acontecido!

Mas um outro ponto chama a atenção no meio disso tudo. A informação tem sido disseminada através da internet. Hoje é muito mais fácil saber o que está acontecendo, mas também é muito mais fácil propagar inverdades. Pessoas são julgadas apenas por imagens publicadas na Internet, as quais, ninguém pode garantir que são verdadeiras, pois a tecnologia faz coisas. Sim, um bom profissional pode te colocar em qualquer parte do mundo numa foto.

Verdade ou mentira, nada justifica partir para o linchamento, para a violência. Sou até a favor de segurar o bandido até a policia chegar, mas nunca, jamais, fazer justiça com as próprias mãos. E no meio disso tudo, estamos prestes a receber a Copa do Mundo. Que seja o que Deus quiser!

quinta-feira, 27 de março de 2014

O Brasil e a Copa do Mundo

A Copa do Mundo esta patendo a porta e o que eu vejo ainda é obra e nada pronto, ou melhor, praticamente tudo faltando terminar. Nem os estádios estão prontos ainda. Aí começo a me perguntar: este é mesmo o país do futebol?

Quando fiquei sabendo que a Copa do Mundo seria aqui, a noticia me encheu de orgulho e felicidade. Os anos foram passando, eu morando fora, e sempre ressaltando o orgulho de sediarmos a próxima Copa. Mas agora, a menos de 80 dias para o evento começar, eu temo pelo pior.

A violência tem sido cada dia maior e parece não ter freio. Os aeroportos estão de longe prontos para receber turistas. Na verdade, acredito que estejam até piores porque tem obras no meio. Fico imaginando o caos nos feriados, basicamente com o público doméstico. Nem quero imaginar durante a Copa.

O país que vai sediar a Copa do Mundo da FiFA está totalmente despreparado, e o que vamos ver será a maquiagem das ruas e das obras que estão por fazer e não serão acabadas até lá. E mais, será que após o evento elas serão finalizadas?

O país da Copa fez estádios onde não tem times, obras que não serão finalizadas, e ainda conta com a má-fé dos empresários que quer ganhar dinheiro no evento e colocou os preços nas alturas. Viajar no Brasil durante a Copa será quase impossível para o trabalhador brasileiro, ver jogo então, nem se fala. A Copa está sendo feita para estrangeiros, que com os valores de estadia e locomoção aqui, também estão mudando de ideia e deixando de vir. Ou seja, essa Copa está sendo feito para quase ninguém, ou apenas para uma minoria privilegiada que vai fazer questão de participar do evento.

Enquanto isso, a população promete protestos, e a violência continua correndo solta por todas as cidades do Brasil. Fica a pergunta: o que será da Copa do Mundo do Brasil? Você ainda acredita que vamos fazer bonito, não nos campos, mas fora deles? Ou vai ser vexame mundial?

domingo, 2 de fevereiro de 2014

O Brasil e a violência

Assistir um telejornal no Brasil chega a ser depressivo. Aliás, foi uma das coisas que mais me assustou quando voltei. Por dois anos vi notícias interessantes e muito pouca coisa sobre assalto, assassinato. E aqui, quase que não se vê boas notícias, somente violência. Violência esta que cresce assustadoramente a cada dia. Mas por que ela acontece? Por que não se consegue estanca-la?

Na minha opinião a resposta é bem simples: falta de punição. Vivemos num país não sem lei, mas com leis obsoletas, que privilegiam bandidos e permitem que o bom cidadão tenha que contar com a sorte ou a crença numa força maior que o protegerá de balas perdidas, achadas, menores sem respeito nenhum à vida, ou viciados em drogas que fazem qualquer coisa para suprir o vício.

E o pior, com a tal lei que protege a criança e o adolescente, estamos criando a cada dia mais criminosos, já que o menor que mata não pode responder por este crime, e quando completa 18 anos está livre (isso quando fica internado) para cometer absurdos ainda maiores. No meu país, a criança e o adolescente não precisam ir a escola e não podem trabalhar, mas podem matar e roubar, e no caso de maior de 16 anos, pode votar também.

Outro absurdo no meu país são os direitos humanos que aparece somente para bandido. O bandido é morto por policial? Lá está a comissão de direitos humanos dando apoio à família, abrindo processo contra a polícia. Mas o pai de família, o jovem que estava se divertindo, ou o policial que morreu tentando proteger a população… Você já viu os direitos humanos entrando em ação nestes casos? Eu não. Somente para defender bandido ou família de bandido.

Outro fator que contribui para a máxima "o crime compensa no Brasil" é que a pensão que a família do preso recebe é maior do que o salário mínimo. Ou seja, o cara está preso, tem comida e moradia paga as custas da contribuição do cidadão honesto, e a família ainda recebe uma pensão maior do que a do salário mínimo. Agora responde: vale a pela trabalhar?

Não adianta ter a polícia que prende, se não há a lei que o faça pagar pelo que cometeu. A reforma do código penal brasileiro necessita de urgência. A violência já se encontra na UTI e não pode mais esperar. Leis mais severas, julgamentos mais rápidos, presídios que possam recuperar essas pessoas, onde eles trabalhem duro. Prisão perpétua sem direito a redução, nada de salvo conduto para os presos. Cometeu pelo crime, pague até o fim. Estuprou? Nada de uma lei que com a morosidade da Justiça devolva o estuprador para as ruas. Ou o assassino. E mais, separar o ladrão de leite, do assassino cruel. Penas alternativas para pequenos delitos e severas para os grandes criminosos. E para isso, só dependemos da boa vontade dos nossos legisladores. Basta um governo que abrace a causa e mexa na ferida.

A punição é o caminho para a diminuição da violência. Tolerância zero como dizia o ex-prefeito de Nova York. Embora ela sempre vá existir, somente esta mudança pode reverter um quadro que cresce todos os dias no país inteiro.

domingo, 19 de janeiro de 2014

O Brasil e o salário mínimo

Uma das coisas que mais me assustou quando voltei para o Brasil foi a questão de salários. Ironicamente, um dos motivos que me fez voltar deixou de ter importância ao ver os salários oferecidos para a minha área. Ou seja, a minha graduação, a minha pós e o meu inglês fluente não eram o suficiente para o mercado de trabalho, que exigia conhecimentos de programas de diagramação, foto, cafezinho, etc. E o pior, com salários que não eram bons nem para pagar um só profissional. Foi então que comecei a questionar sobre o salário mínimo daqui.

Conversando com a mãe do meu ex-flatmate um dia, comentei que o salário mínimo aqui girava em torno de 350 dólares neozelandeses. Aí ela disse: por semana, né? E respondi que não, que era por mês. Ela teve um choque. E realmente é para ter. Na Nova Zelândia, quem trabalha 40 horas por semana, recebe NZD $540 por semana, ou seja, $2160 por mês. Na Austrália, este valor salta para AUD $2720 o mês.

No final de dezembro, o governo brasileiro anunciou o aumento do salário mínimo para janeiro de 2014. Saiu dos R$ 678 para R$ 724. E fez isso como se fosse a maior e melhor coisa do mundo, informando o quanto de dinheiro ia injetar na economia este aumento. Melhor este aumento do que nenhum, mas a realidade nua e crua é que este valor ainda está muito aquém do que precisa ser. Este valor não traz dignidade a ninguém. Por outro lado, é preciso ressaltar a força do povo brasileiro que consegue sobreviver com este valor, são várias famílias que dependem deste salário para morar, comer e vestir. Nem vou citar o lazer, porque se elas conseguirem ainda ter lazer com R$724, elas são ninjas.

Fiz uns cálculos para comparar quanto sairia a hora trabalhada no Brasil, e para facilitar o entendimento, resolvi converter em dólar americano, que é a moeda mais comum. De acordo com a CLT (Consolidação das Leis de Trabalho), são 220 horas por mês. Com o novo valor do salário mínimo, a hora trabalhada no Brasil vale R$3,29 ou US$ 1,40. Voltando ao mínimo da Nova Zelândia,   a hora trabalhada seria NZD 1,70, o que significa que uma pessoa que trabalha 40 horas por semana lá, receberia $68 por semana, ou $272 por mês. Neste ponto vale uma ponderação, aqui no Brasil são 220 horas, já que considera o descanso remunerado, lá, seriam 160 horas, você recebe pelo que trabalhou e só.

De acordo com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), em dezembro de 2013 o salário mínimo deveria ser de R$ 2.765,44, 4,07 vezes maior do que o pago naquela época e 3,82 vezes maior do que os atuais R$ 724. 

O que tenho visto é pessoas formadas recebendo praticamente o valor que pagaram de mensalidade de faculdade, e com poucas perspectivas de mudanças no futuro. O tão sonhado diploma superior não tem ajudado muito, embora ainda seja melhor do que não ter diploma. E também uma queda dos salários, uma padronização para baixo. Os nossos pais recebiam proporcionalmente mais do que nós hoje, sendo que temos mais qualificações do que eles (em muitos casos).

Até quando vai ser assim?


segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

O blog

Quando eu decidi criar este blog, eu queria um espaço onde eu pudesse falar sobre os assuntos que me incomodam. Depois de morar dois anos fora do Brasil, voltar acreditando numa vida melhor, em oportunidades de trabalho melhores e num País melhor, eu cheguei a conclusão de que vejo muito mais problemas do que via antes de morar fora.

Vejo carros novos e importados nas ruas, prédios luxuosos sendo construídos, mas uma decadência em relação a salários. Cada dia vejo mais pré-requisitos, vagas querendo um profissional que faça o trabalho de três, mas com um salário que não vale nem a formação de um. Vejo pessoas saindo da faculdade, com uma perspectiva bem pessimista de se assentar na vida. Às vezes tenho medo de que seja somente eu que esteja vendo assim, ou melhor, que seja somente eu mesma, porque uma visão pessimista do País não ajuda muito a ninguém.

São tantas coisas que tenho vontade de falar, que nem sei por onde começar. A violência, a corrupção, os direitos humanos, as questões trabalhistas, sonegação, inflação, manifestação, copa do mundo, viagens e seus preços, e por aí vai.

Comecei o blog com o assunto do aumento do IOF, tudo porque no momento de criação este assunto apareceu do nada, pegando a população de surpresa. Aliás, somos sempre pegos de surpresa. Quando a nossa situação financeira aperta, precisamos nos organizar e colocar as contas em dia. Quando a situação do país aperta, o governo nos repassa a conta. O problema nem é tanto repassar a conta, o problema é que nunca temos o retorno do nosso dinheiro. Nossas estradas estão acabadas, tempo de chuvas e os mesmos problemas se repetem, aeroportos também são vergonhosos se comparados com outros países, entre outras coisas. São leis obsoletas que não punem criminosos. São tributos que fazem com que várias pessoas vivam na clandestinidade ou soneguem impostos e menos empregos são criados.

O que sei é: o Brasil precisa acordar. Não são manifestações na época da Copa que vão mudar, são escolhas na hora de votar, acompanhar o que o seu candidato está fazendo e cobrar sempre. Aí, quem sabe um dia, teremos um Brasil mais sério, mais justo.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Viagem ao exterior mais cara

A poucos dias do ano novo, o governo anuncia o aumento do IOF para travellers cheques e cartões pré-pagos. Isso significa que quem for comprar dólar, vai pagar mais caro, 6,38% agora. Segundo o governo, essa medida é para igualar com o que já vem sendo cobrado através das compras com cartão de crédito há quase dois anos.

Faz sentido? Faz. No entanto, o que não faz sentido é o governo penalizar cada vez mais o brasileiro. Para evitar gastos no exterior e aumentar o consumo no Brasil, o que o governo deveria fazer é reduzir os impostos desde a produção até o destino final, investir em infra-estrutura, com estradas melhores, barateando os fretes. E investir no turismo interno.

E investir em turismo interno significa uma política de redução de custos. Viajar no Brasil é muito caro. Eu amo viajar, e sem nenhuma vergonha, confesso que ao escolher meus destinos, prefiro pensar em viagens internacionais do que nacionais. Motivo? Sai mais barato e ainda conheço outro país.

Recentemente precisei ir ao Rio de Janeiro, entrevista para o visto americano. Resolvi passar o fim de semana e aproveitar a cidade. O custo com hotel, passagem aérea, e gastos por lá, ficou em torno de R$ 2000. Detalhe, num site de compras coletivas, 5 diárias em Cancun ou Las Vegas, com passagem aérea, pode sair por menos de R$ 1500. Isso porque nem citei que no mesmo site um pacote para o Nordeste brasileiro sai praticamente o dobro, e às vezes sem a parte aérea.

O gringo se apaixona pelo Brasil. E sabe o que eles dizem? As pessoas são felizes aqui. E esta que pode ser nossa maior qualidade, se torna o nosso maior defeito. Apesar de tudo, sorrimos, dançamos, e tratamos bem a todos que vem de fora. Não brigamos, aceitamos de cabeça baixa tudo o que os políticos, eleitos por nós, decidem. Não questionamos. E com isso, cada dia mais o Brasil se torna um país difícil de se viver.

Embora o imposto esteja mais alto, e a medida tenha pegado muita gente de surpresa, essa medida não deve impedir muito que o brasileiros continuem gastando no exterior. Bem, pelo menos enquanto os preços por aqui ainda estiverem mais altos.

Mas qual forma de pagamento escolher?

O cartão pré-pago ou o de crédito? Segundo especialistas, o pré-pago ainda continua sendo a melhor opção por garantir o valor da moeda e limitar seus gastos. Além disso, ainda é, na minha opinião, a forma mais segura de carregar o dinheiro em uma viagem. Meu conselho é, tenha um valor que garanta seus primeiros dias em dinheiro, carregue o seu cartão com o valor que você pretende gastar e use o cartão de crédito em eventuais compras, do tipo aquele produto com um preço que está realmente imperdível. Assim, evita o susto da fatura do cartão de crédito em época de grandes oscilações do dólar.