Quando eu decidi criar este blog, eu queria um espaço onde eu pudesse falar sobre os assuntos que me incomodam. Depois de morar dois anos fora do Brasil, voltar acreditando numa vida melhor, em oportunidades de trabalho melhores e num País melhor, eu cheguei a conclusão de que vejo muito mais problemas do que via antes de morar fora.
Vejo carros novos e importados nas ruas, prédios luxuosos sendo construídos, mas uma decadência em relação a salários. Cada dia vejo mais pré-requisitos, vagas querendo um profissional que faça o trabalho de três, mas com um salário que não vale nem a formação de um. Vejo pessoas saindo da faculdade, com uma perspectiva bem pessimista de se assentar na vida. Às vezes tenho medo de que seja somente eu que esteja vendo assim, ou melhor, que seja somente eu mesma, porque uma visão pessimista do País não ajuda muito a ninguém.
São tantas coisas que tenho vontade de falar, que nem sei por onde começar. A violência, a corrupção, os direitos humanos, as questões trabalhistas, sonegação, inflação, manifestação, copa do mundo, viagens e seus preços, e por aí vai.
Comecei o blog com o assunto do aumento do IOF, tudo porque no momento de criação este assunto apareceu do nada, pegando a população de surpresa. Aliás, somos sempre pegos de surpresa. Quando a nossa situação financeira aperta, precisamos nos organizar e colocar as contas em dia. Quando a situação do país aperta, o governo nos repassa a conta. O problema nem é tanto repassar a conta, o problema é que nunca temos o retorno do nosso dinheiro. Nossas estradas estão acabadas, tempo de chuvas e os mesmos problemas se repetem, aeroportos também são vergonhosos se comparados com outros países, entre outras coisas. São leis obsoletas que não punem criminosos. São tributos que fazem com que várias pessoas vivam na clandestinidade ou soneguem impostos e menos empregos são criados.
O que sei é: o Brasil precisa acordar. Não são manifestações na época da Copa que vão mudar, são escolhas na hora de votar, acompanhar o que o seu candidato está fazendo e cobrar sempre. Aí, quem sabe um dia, teremos um Brasil mais sério, mais justo.
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