domingo, 2 de fevereiro de 2014

O Brasil e a violência

Assistir um telejornal no Brasil chega a ser depressivo. Aliás, foi uma das coisas que mais me assustou quando voltei. Por dois anos vi notícias interessantes e muito pouca coisa sobre assalto, assassinato. E aqui, quase que não se vê boas notícias, somente violência. Violência esta que cresce assustadoramente a cada dia. Mas por que ela acontece? Por que não se consegue estanca-la?

Na minha opinião a resposta é bem simples: falta de punição. Vivemos num país não sem lei, mas com leis obsoletas, que privilegiam bandidos e permitem que o bom cidadão tenha que contar com a sorte ou a crença numa força maior que o protegerá de balas perdidas, achadas, menores sem respeito nenhum à vida, ou viciados em drogas que fazem qualquer coisa para suprir o vício.

E o pior, com a tal lei que protege a criança e o adolescente, estamos criando a cada dia mais criminosos, já que o menor que mata não pode responder por este crime, e quando completa 18 anos está livre (isso quando fica internado) para cometer absurdos ainda maiores. No meu país, a criança e o adolescente não precisam ir a escola e não podem trabalhar, mas podem matar e roubar, e no caso de maior de 16 anos, pode votar também.

Outro absurdo no meu país são os direitos humanos que aparece somente para bandido. O bandido é morto por policial? Lá está a comissão de direitos humanos dando apoio à família, abrindo processo contra a polícia. Mas o pai de família, o jovem que estava se divertindo, ou o policial que morreu tentando proteger a população… Você já viu os direitos humanos entrando em ação nestes casos? Eu não. Somente para defender bandido ou família de bandido.

Outro fator que contribui para a máxima "o crime compensa no Brasil" é que a pensão que a família do preso recebe é maior do que o salário mínimo. Ou seja, o cara está preso, tem comida e moradia paga as custas da contribuição do cidadão honesto, e a família ainda recebe uma pensão maior do que a do salário mínimo. Agora responde: vale a pela trabalhar?

Não adianta ter a polícia que prende, se não há a lei que o faça pagar pelo que cometeu. A reforma do código penal brasileiro necessita de urgência. A violência já se encontra na UTI e não pode mais esperar. Leis mais severas, julgamentos mais rápidos, presídios que possam recuperar essas pessoas, onde eles trabalhem duro. Prisão perpétua sem direito a redução, nada de salvo conduto para os presos. Cometeu pelo crime, pague até o fim. Estuprou? Nada de uma lei que com a morosidade da Justiça devolva o estuprador para as ruas. Ou o assassino. E mais, separar o ladrão de leite, do assassino cruel. Penas alternativas para pequenos delitos e severas para os grandes criminosos. E para isso, só dependemos da boa vontade dos nossos legisladores. Basta um governo que abrace a causa e mexa na ferida.

A punição é o caminho para a diminuição da violência. Tolerância zero como dizia o ex-prefeito de Nova York. Embora ela sempre vá existir, somente esta mudança pode reverter um quadro que cresce todos os dias no país inteiro.

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