segunda-feira, 20 de novembro de 2017

O velho e o novo, o antigo e o moderno, os ciclos da vida

 Recentemente li o livro “A Última Carta de Amor”, da escritora Jojo Moyes. Como outros livros da escritora, não consegui parar de ler enquanto não cheguei ao fim. Mas muitos pensamentos ficaram me rondando desde então.

O livro conta a história de dois amantes da década de 1960, 1970 que tiveram diversos desencontros e todo o amor foi demonstrado através de cartas. Finalizei o livro pensando em como os anos trouxeram mudanças na comunicação.

Antigamente era comum escrever cartas, enviar postais, cartões em datas comemorativas. Aí veio o telefone, e muita gente passou a ligar, era possível então ouvir a voz da pessoa. Com o surgimento da Internet, apareceu o e-mail. E muitas cartas deixaram de ser enviadas para mensagens instantâneas serem trocadas. Quantos e-mails de amor não foram trocados?! Mas a tecnologia avançou e agora temos como trocar mensagens de texto, voz e imagem. Na verdade, as letras que no milênio passado foram responsáveis por provas de amor, hoje, se pensarmos bem, a ligação tomou o seu lugar.

Já reparou que quase ninguém te liga mais? Algumas pessoas mandam mensagem de voz, que nem sempre podemos ouvir dependendo de onde estivermos. Pouco ouvimos a voz das pessoas hoje em dia.

Pensando no fato da comunicação, me deparei com outros fatores: moda, cabelo, decoração. Hoje muita gente está buscando decorar a casa de uma forma vintage, como chamam agora o antigo. Aquelas geladeiras antigas estão ganhando espaço na casa dos mais descolados. Mas o que me chamou mais a atenção foi a volta das roupas da década de 80 e 90.

Eu sempre tive um trauma: não ter tido um macacão jeans quando criança. E agora vejo os macacões por todos os lados. Inclusive arrependi por ter me desfeito de duas jaquetas jeans, pois estão super na moda novamente. As roupas vieram com nomes diferentes, mas se compararmos com o que havia antes, vamos ver que tudo é cíclico. Gira como a Terra e num determinado momento volta para o mesmo lugar.

Se for assim, de repente, as cartas podem voltar. A necessidade de contato humano deve voltar. O desejo de liberdade deve voltar, assim como um tempo que passa mais devagar e as pessoas terão habilidades de apreciar o que e quem está a volta. Quem sabe um dia, as correspondências na caixa de correio deixarão de ser apenas contas ou propagandas e voltarão a ser cartas de pessoas queridas que querem compartilhar um pouco de afeto com a gente!

O Natal está aí, quem sabe esta não é uma boa época para que possamos retomar hábitos do século passado e surpreender familiares e amigos com pequenas notícias vindas através dos Correios. Fica a dica! Que tal trazermos o que era bom no passado para fazermos um presente melhor. Afinal de contas, a vida é única e cheia de ciclos.