domingo, 29 de novembro de 2015

Enquanto isto no Brasil...

Várias coisas vem acontecendo no Brasil e eu fico apenas calada observando. Até difícil pensar sobrei que comentar: lava jato, Dilma, Lula, Delcídio, Cerveró, filho do Lula, Mariana... Mas hoje resolvi dedicar este post ao que eu penso que é o fundo do poço no quesito raça humana, e não estou falando de terrorismo. Estou falando do motorista do Uber que foi espancado em Porto Alegre.

É simplesmente degradante. Eu fico imaginando como as pessoas pensam. E se a coisa vira moda e se expande para outras categorias. Claro que este não foi o único caso, e provavelmente não vai ser. Mas o que passa na cabeça dos taxistas ao fazerem isto?

O capitalismo trouxe a concorrência, a competitividade. Estamos sempre competindo com alguém, seja numa vaga de emprego, neste emprego, no vestibular, no concurso público. Assim como os serviços de taxi e Uber, os ônibus, as companhias aéreas. No entanto, não é normal você se sentir ameaçado em alguma situação e atacar o outro por estar prejudicando o serviço. 

Claro que existem pessoas que fazem de tudo para te tirar do caminho (e isto ja aconteceu comigo), mas de forma sutil, não espancando ou destruindo o objeto de trabalho do outro. Isto não é normal, não é aceitável. Nem da forma sutil o é, mas o que estes taxistas fizeram foi simplesmente o ápice do absurdo de todos os absurdos nesta briga entre eles.

Eu nunca usei o Uber, e não sei se irei usar algum dia. Tive experiências boas e ruins com taxistas, mas é meu direito escolher o tipo de serviço que quero utilizar. Quantas vezes vi taxista não querer me levar por algum motivo, ou por outro lado, ser super gentil durante todo o percurso! 

Eles não pagam impostos? É justo? Não, mas nem por isto preciso tirar o outro de circulação literalmente. Ofereça um bom serviço, seja cordial, e o Uber não irá te ameaçar. Eu ainda sou daquelas que acredita que existe mercado para todo mundo. Um cliente perdido aqui, outros dois ganhos ali. O lance é atender bem, oferecer bons serviços e o preço nem vai falar tão alto. O que vai contar é a qualidade e a confiança.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Dia da Independência sem ter o que comemorar

Fiquei quieta por um bom tempo, mas não deixei de observar tudo o que vem acontecendo no Brasil. E hoje, no dia da Independência, vale a pena refletir sobre aonde chegamos. No entanto, para entender o ponto em que estamos, é preciso viajar na história deste país de beleza exuberante, mas de homens de pouca moral.

Estou lendo 1808 (sugiro a leitura), e pelo pouco que já li, percebo que estamos aonde deveríamos estar e como deveríamos estar. A história nos condena. Infelizmente. Mas gostaria que fosse diferente. Depois de morar por dois anos em um país onde as coisas funcionam, onde existe segurança e as pessoas obedecem as leis, fica difícil ter algum tipo de orgulho por ser brasileira.

Morar fora nunca foi um objetivo, simplesmente aconteceu. E voltei bem mais crítica e talvez cética com este país que tanto defendi. Quando saí do Brasil, ainda acreditava que estávamos trilhando o caminho certo, que em pouco tempo estaríamos melhor posicionados no mundo. Era motivo de orgulho falar do Brasil para os europeus, americanos, neozelandeses, australianos... Eles também acreditavam no Brasil. No entanto, num espaço de dois anos, o país foi decaindo e muita gente não via, ou fingia que não via. Muitas pessoas ainda defendiam o governo e falavam que estava tudo bem.

E lá se foram mais quatro anos. O boom da engenharia caiu no abismo. Quem optou por engenharia e está prestes a se formar, está totalmente sem perspectiva de futuro. Os juros estão nas alturas. O governo gasta mais do que tem e arrocha a população com impostos. O dólar então, melhor nem comentar. Esta nova geração desconhece o câmbio no patamar que chegou nos últimos dias. E o desemprego rondando as casas dos brasileiros.

O que mais me assusta é que vejo gente ainda comentando que não existe crise. Onde esta a crise sendo que as pessoas continuam viajando de avião ou fazendo festas de aniversário gigantescas? Respiro fundo, pois que bom que para determinadas pessoas a crise ainda não tenha chegado ou ao menos afetado. E num mundo capitalista é assim, uns serão mais afetados que outros. Mas a crise existe. O Brasil tem um PIB negativo, o câmbio está alto, as empresas estão demitindo e o governo custou a admitir. 

Vivemos um período de faz de conta, onde o governo Dilma apresentou números irreais e a população engoliu e a reelegeu. Agora estamos literalmente pagando por isto. Mas iríamos pagar de qualquer forma, o que poderia mudar era a confiança dos investidores e atitudes tomadas mais rapidamente, caso tivesse outro governo ali.

Não temos o que celebrar neste 7 de Setembro. Vivemos num país falido, moralmente falido. E não venha com o papo de coxinha. O assunto aqui não é PT ou PSDB! É mudança de educação, de consciência política, de cultura. É trocar a vantagem individual pelo coletivo. É respeitar o indivíduo. É inverter a posição e fazer com que o político governe para o povo.



domingo, 15 de março de 2015

Vem para a rua!

Lindo! É o que posso dizer sobre o que se viu nas ruas do Brasil hoje. Lamentável, é o que digo sobre as pessoas que insistem em dizer que isso é uma manifestação da elite, dos "coxinhas". Esta manifestação de hoje não é ódio a isso ou àquilo. Não é uma luta entre ricos e pobres. O povo brasileiro é uma população de 200 milhões de pessoas. O povo brasileiro é composto por ricos e pobres. Vamos parar com essa segregação?

O movimento de hoje é uma forma de dizer aos políticos que estamos atentos, queremos mudanças e que eles trabalham para nós. Isso mesmo. Os políticos são nossos empregados. Eles devem trabalhar à favor do povo e pelo povo.

O movimento de hoje é para dizer: "podemos ser um país de primeiro mundo, mas para isso precisamos mudar já". Queremos ter orgulho de onde nascemos e queremos que nossos filhos, netos, bisnetos cresçam num país melhor: menos violento, mais educado, mais honesto, com saúde, educação e segurança pública para todos.

Queremos um país onde os bandidos fiquem presos e os cidadãos de bem possam andar pelas ruas com mais tranquilidade. Onde a escola pública terá a mesma qualidade que uma escola particular. Onde a corrupção seja um ponto isolado e seja punida e não parte integrante de um sistema. Onde o idoso seja respeitado e tenha qualidade de vida. Onde o jovem consiga um emprego com salário digno. Onde o salário mínimo garanta as necessidades essenciais para qualquer indivíduo viver: moradia, alimentação e lazer. Onde o cidadão mais maduro tenha condições iguais para encontrar trabalho.

Vi vários comentários ao longo do dia e da semana. Muitos diminuindo o valor da manifestação, inclusive pelo governo federal. Se você está satisfeito com o PIB do Brasil, a alta do dólar, a inflação, o desemprego (não me venha com o papo de que a taxa é pequena. Num país onde 1/4 da população depende do Bolsa Família, este valor nem de longe está certo), tudo bem, brade que estas manifestações são de ódio. Mas se você, assim como eu, quer um país melhor, com mais condições de igualdade e mais próximo do primeiro mundo, por favor, deixe o seu lado partidário de lado, e vamos à luta por um Brasil melhor para todos!

Bolsa Família é importante? Sim, claro que é. Mas ensiná-los a pescar e dar condições para isto é muito mais importante para o Brasil. Diga sim ao crescimento! Diga sim à mudança! Diga sim a um Brasil melhor!

Vem para a rua, vem!

sábado, 7 de março de 2015

A lista que todos estavam esperando (Lava Jato)

Esta é a lista que todos estavam esperando.  Salvo comentários em defesa da Dilma, que eu acho que estão todos errados. Não existe defesa para este governo, e os petistas arranjam justificativa de onde não tem. A lista prova que a corrupção impera em todos os partidos, em todos os lados, está enraizada na cultura do brasileiro e isto não é normal. Se você pensa em um país melhor, defenda um país melhor e não um partido ou um político.

Vice-governador
João Leão (PP-BA) – vice-governador da Bahia
Senadores
Renan Calheiros (PMDB-AL) – presidente do Senado e do Congresso Nacional
Antonio Anastasia (PSDB-MG)
Benedito de Lira (PP-AL)
Ciro Nogueira (PP-PI) – senador pelo Piauí e presidente nacional do PP
Edison Lobão (PMDB-MA) – senador pelo Maranhão e ex-ministro de Minas e Energia
Fernando Collor (PTB-AL) – senador por Alagoas e ex-presidente da República
Gladison Cameli (PP-AC)
Gleisi Hoffmann (PT-PR) – senadora pelo Paraná e ex-ministra da Casa Civil
Humberto Costa (PT-PE) – senador por Pernambuco e ex-ministro da Saúde
Lindberg Farias (PT-RJ) – senador pelo Rio de Janeiro e ex-candidato ao governo do Estado
Romero Jucá (PMDB-RR) – senador por Roraima e ex-líder do governo no Senado
Valdir Raupp (PMDB-RO)

Deputados
Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – presidente da Câmara e ex-líder do PMDB na Câmara
Afonso Hamm (PP-RS)
Aguinaldo Ribeiro (PP-PB)
Aníbal Gomes (PMDB-CE)
Arthur Lira (PP-AL)
Dilceu Sperafico (PP-PR)
Eduardo da Fonte (PP-PE) 
Jerônimo Goergen (PP-RS)
José Mentor (PT-SP)
José Otávio Germano (PP-RS)
Lázaro Botelho (PP-TO)
Luís Carlos Heinze (PP-RS)
Luiz Fernando Faria (PP-MG)
Missionário José Olimpio (PP-SP)
Nelson Meurer (PP-PR) 
Renato Molling (PP-RS)
Roberto Balestra (PP-GO)
Roberto Britto (PP-BA)
Sandes Júnior (PP-GO)
Simão Sessim (PP-RJ) 
Vander Loubet (PT-MS) 
Waldir Maranhão PP-MA)
Políticos sem mandato
Mário Negromonte (PP-BA) – ex-ministro das Cidades, atual conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia
Roseana Sarney (PMDB-MA) – ex-governadora do Maranhão e ex-senadora
Aline Corrêa (PP-SP) 
Carlos Magno (PP-RO)
Cândido Vaccareza (PT-SP)
João Pizzolatti – (PP-SC) 
José Linhares (PP-CE)
Luiz Argôlo (ex-PP, atual SD-BA)
Pedro Corrêa (PP-PE)
Pedro Henry (PP-MT)
Roberto Teixeira (PP-PE)
Vilson Covatti (PP-RS)
Outros
Fernado Antonio Falcão Soares (Fernando Baiano) - lobista

João Vaccari Neto - tesoureiro do PT

domingo, 25 de janeiro de 2015

E o tema da semana foi: Brasileiro cruelmente assassinado na Indonésia

Não poderia começar uma semana sem comentar a crueldade que foi feita na Indonésia, com um pobre traficante brasileiro. Depois de vários anos preso, e pedidos de clemência feitos pelo governo brasileiro, o pobre coitado foi executado com tiros impiedosos dos policiais da Indonésia. E a presidente Dilma acabou declarando crise entre os dois governos. 

Muito engraçada a atitude da dona Dilma. Existem leis no país que devem ser respeitadas por todos, não importa a nacionalidade. Mas não, a soberana acha que lei é para ser quebrada. Tanto acha que mudou a regra fiscal para se enquadrar na lei. Mas enfim, tal atitude mostra que estamos sendo governados por um governo que defende bandido e enquanto isso acontecer, nosso país não vai sair de onde ele está.

Mas vamos à crueldade feita pelo governo indonésio. O cara (prefiro aqui não mencionar o nome, para não eternizá-lo, já que estão fazendo até filme sobre ele, e ele não é herói, ele é bandido) entrou na Indonésia com mais de 13 quilos de cocaína, fugiu da polícia, e ainda fez o governo brasileiro despender tempo e dinheiro para soltá-lo. Ele sabia das leis e do risco que corria. E foi pego. Ele correu o risco e se deu mal.

Quanto à pena de morte eu sou a favor. Bem, sei que existem estudos que dizem que ela não reduz a criminalidade. Mas uma vez que a Justiça condena e a lei é cumprida, acho que estaríamos vivendo num país melhor, mais seguro. As leis brasileiras precisam ser mudadas radicalmente. E precisam ser cumpridas. Só assim deixaremos de ver bandidos dando entrevista com um sorriso na cara, por saberem que serão soltos em pouco tempo, ou que vão continuar comandando seus crimes de dentro da cadeia.

Ser fuzilado pode ser mais cruel que uma injeção letal. No entanto, o fim é o mesmo e não deve ser nada legal saber que está prestes a morrer. Mas, aqui no Brasil cidadãos do bem estão condenados a morte com a criminalidade, a falta de atendimento nos hospitais, e o descaso do governo, que finge que não vê e o pior, vende um país lindo para seus eleitores e muitos acreditam. No entanto, estamos longe de ver isso mudar. 

O Brasil está entre as 10 maiores economias do mundo, pagamos mais impostos do que muitos países. E aonde está o nosso retorno? O que temos? Um governo que investiu no consumo e não no desenvolvimento. Com isso o país estagnou, o desemprego aumentou e as pessoas estão endividadas. Além de figurarmos entre os países mais inseguros do mundo.  Estamos bem na fita?