terça-feira, 29 de novembro de 2016

Que dia!

Eu sempre falo de coisas ligadas ao pais e à política. E quanto assunto de política nós tivemos durante o ano! Corrupção esteve em pauta durante todo o ano. E é incrível como a gente convive com isto e na nossa cultura certas atitudes são tidas como naturais. Mas hoje no Brasil tivemos dois lados bem antagônicos o do brasileiro solidário e o do desordeiro, destruidor.

Acordamos hoje com a notícia da tragédia da queda do avião que matou um time inteiro, o da Chapecoense. Jovens felizes a caminho de uma final de campeonato internacional. Um time pequeno do interior de Santa Catarina que estava despontando no cenário do futebol no Brasil. O dia foi de comoção, principalmente porque foram encontrados sobreviventes. Fato quase impossível em um acidente de avião.

Com isto, vi um Brasil solidário. Um Brasil unido, sem diferenças de torcida. A torcida foi uma só. A do versão do oeste. Num momento único, vimos as pessoas esquecerem as rivalidades entre times e passaram a ser um só. A torcida pela família, pelo time, pelos sobreviventes, pelas almas. Hoje o futebol deu um exemplo para todos.

Por outro lado, supostos estudantes destruíram Brasília por causa da votação da PEC que limita os gastos públicos. E quem vai pagar o conserto? O povo claro, inclusive aqueles que fizeram parte da destruição. Cada um vê seu lado, e acha que está certo. Mas destruir patrimônio público é vandalismo, é crime. Então é criminoso tanto quanto qualquer colarinho branco.

E o que eu não entendo é, na empresa, em casa, na vida pessoal/financeira, quando as contas não fecham, a gente tem que parar e reduzir custos. Isto inclui: parar de comprar, optar por produtos mais baratos, trocar marcas. E quando o governo quer fazer isto, o povo é contra.

Acho que tem que parar a roubalheira, mas não dá para gastar sem limites. E enquanto os políticos não entenderem que eles são empregados do povo, isto não vai mudar. Então vamos lutar por um país melhor. Por um país inteiro, como foi o que aconteceu com a Chapecoense.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Seria realmente o início da mudança?

Quando escrevi ontem, não podia imaginar que na mesma semana teria Garotinho e Cabral presos. E ao ouvir todas as notícias, é realmente chocante pensar o quanto esses políticos ostentam com a roubalheira do nosso Brasil. Aliás, com o meu, o seu, o dele, o dinheiro de todo mundo.

Espero que este seja o inicio da limpeza, mas ainda tem muita gente por ai, como Renan, Temer, Aécio, Sarney... Com isto, quem sabe consigamos mudar os exemplos lá de cima e assim dar exemplos melhores para a população e um dia o Brasil seja um lugar melhor para se viver.

Fico imaginando Cabral no Bangu 8. Se ele for fresco como eu, vai sofrer. Mas isto é ótimo porque mostra que bandido é bandido e cadeia é para todo bandido. 

De qualquer forma, sinto uma alegria imensa de ver isto começar a acontecer.  E para quem quer saber um pouco mais sobre o que está acontecendo por aqui:

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/11/1833176-chegada-de-sergio-cabral-a-bangu-e-comemorada.shtml

http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2016/11/17/juiz-ordena-que-garotinho-deixe-hospital-e-seja-levado-a-presidio-em-bangu.htm

http://paranaportal.uol.com.br/operacao-lava-jato/moro-quer-lula-em-curitiba-na-semana-que-vem/

E se quiser se divertir um pouco:

http://www.sensacionalista.com.br/2016/11/17/apos-prisao-de-garotinho-e-cabral-palacio-guanabara-sera-transformado-em-presidio/

http://www.sensacionalista.com.br/2016/11/16/defensores-da-reducao-da-maioridade-penal-comemoram-prisao-de-garotinho/


quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Corrupção

Não existe país sem corrupção. Existe país menos corrupto. E isto vem da educação, cultura do povo através dos anos. Já no Brasil, nascemos corruptos. Não acredito que existe político honesto, acredito que possa haver menos corrupto. E não vejo como mudar isto a curto prazo. A lava-jato trouxe a tona o que todos já sabiam. Mas e depois?

O brasileiro tem memória curta, tão curta que reelege político que sofreu impeachment. Tão curta, que no mesmo ano que tem o escândalo das cozinhas, reelege o vereador. E assim por diante. A punição não existe. Estamos vendo politicos presos, mas até quando? Roubar, matar, tirar vantagem, parecem ser coisas normais no nosso país. Certas coisas acontecem com tanta freqüência que perdemos a noção do imoral ou do certo e errado.

Tudo tem dois lados. Tanto é que tem advogado que defende bandido. E a nossa legislação dá muita brecha para a impunidade. Com mais de 500 anos, me pergunto se o Brasil ainda tem conserto. Espero que tenha, mas talvez precisaremos de outros 500 anos para mudar alguma coisa. A mudança deve começar da educação básica, e não somente na escola, mas pela família também. Precisa haver mudança na legislação trabalhista e no código penal. Precisa haver governo que esqueça obras faraônicas que de nada servirão no futuro, e opte pela infra-estrutura para atrair empresas e gerar empregos. Precisa de uma policia efetiva e cidadãos seguros. Precisa de um governo que vai pensar no País.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

O mundo unido em torno do esporte

Desde o início do mês o Brasil está sediando as Olimpíadas 2016. Entre todos os problemas que enfrentamos, vergonha pela Vila não estar pronta, delegações reclamando da falta de acabamento, ministério do trabalho pegando trabalhadores irregulares, o Brasil está fazendo direito.

Como sempre, o nosso jeitinho acaba fazendo com que dê certo e as coisas saem como deveriam ser. E mais, depois daquela abertura pobre da Copa do Mundo, o Brasil surpreendeu com a abertura das Olimpíadas. Foi simplesmente linda! Com uma mensagem maravilhosa, que espero que não fique somente na mensagem.

Até o momento, os jogos estão ocorrendo na mais perfeita normalidade. Alguns incidentes ligados à falta de segurança, mas muito pouco em vista da grandiosidade do evento. Nada de terrorismo, e espero que assim continue.

A torcida brasileira com seu jeito diferente de ser adota algum esportista ou time e torce como se fosse do seu país. Esta atitude tem gerado certo estranhamento por parte dos atletas e faz  a gente se questionar também. Nosso jeito caloroso, na maioria das vezes está se transformando em desrespeito. Afinal de contas, que está aqui lutou muito para estar na posição que está, ganhando ou perdendo, são atletas de ponta em seus países, que treinaram muito e se abdicaram de várias coisas. E por este motivo merecem ser reverenciados independente da posição em que finalizarem as provas.

Atletas brasileiros estão aí na briga. Mostrando superação, orgulho de vestir a camisa do Brasil mesmo sabendo que o esporte não é o ponto mais alto no nosso país. Pessoas que saíram de comunidades, superaram racismo, condição social, deixaram de viver para treinar em busca de um lugar ao pódio, ou mesmo na equipe. Todos merecem nosso respeito!

Espero que esta semana continue sem maiores problemas. Que o Brasil continue recebendo bem os estrangeiros! E que repense sua postura enquanto torcida! E que a mensagem deste evento fique cravada na memória de cada pessoa no planeta. É o esporte unindo os povos. É paz!




terça-feira, 26 de julho de 2016

Sem comentários

As Olimpíadas mal começaram e já sinto vergonha do que está acontecendo. Quartos entregues sem terminar, delegações se negando a ficar por lá, prefeito sendo grosso e levando boa resposta. Só posso dizer que vergonha, meu Deus!

Tem bastante tempo que não venho aqui, uma porque foi muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. as notícias sendo atropeladas. Tive pena dos jornalistas que cobrem política neste País. Nunca vi uma velocidade tão grande de fatos acontecendo e "desacontecendo", como ocorreu nos últimos meses. Também entrei num ritmo frenético de trabalho que não me permitiu parar a analisa os fatos. Mas acho que nem precisam de análise.

O Brasil é o país do jeitinho e todos sabem que quando querem que dê certo, dá certo. Não importa o valor que custará aos cofres públicos e aos bolsos dos políticos. Obras super faturadas que na maioria das vezes (ultimamente, basta lembrar de ciclovia TIM MAIA) é de baixa qualidade, acabam sendo entregues e funciona para o evento em si. Vimos isto com os estádios da Copa do Mundo.

Quem duvida que daqui a pouco todas as delegações estarão devidamente alojadas e tudo funcionará como deve ser? Eu não. O problema é o legado. É o que vem depois. Será que estes prédios ficarão de pé? Qual o uso se dará de todo este investimento que custou uma fortuna? O que se está sendo feito agora é uma maquiagem. E depois? Onde está a obra feita para durar? Para deixar um legado?

Eu sinto vergonha do que vejo aqui. E também me sinto triste. Vergonha porque temos um país lindo, mas uma população que não cuida. Um país lindo, mas políticos que não se preocupam. Um país lindo, mas sem segurança. Um país que tinha tudo para ser de primeiro mundo, mas deu um passo gigante ao retrocesso. Que em anos de um governo que,  se não roubou, deixou roubar e não soube gerir. Que permitiu que a violência aumentasse, que a saúde, a previdência, e a educação ficassem cada dia mais defasadas. Que permitiu a volta da inflação, do desemprego, tudo porque gastou demais. Porque apostou na esmola e não na educação e investimento para geração de empregos. Que apostou na corrupção e não no bem da população.

Peço desculpas a cada atleta visitante, a cada turista estrangeiro. Peço que entendam que, apesar de tudo, ainda existe gente neste País que espera o dia em que os impostos retornarão para a população e com isto vocês tenham mais infra estrutura e segurança para aproveitar deste lugar lindo que todos amam, e que nós, brasileiros, tenhamos orgulho de recebê-los em uma ocasião tão importante e não vergonha, como está sendo agora.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Direitos? Afinal que direitos?

Acho que o que vou escrever aqui vai ser criticado pela grande maioria das pessoas que vivem no Brasil. Mas é uma coisa que venho pensando desde o momento que pisei de volta neste país que somente retrocedeu nos últimos três anos. O ser humano tem uma dificuldade muito grande em lidar com mudanças, sejam elas quais forem. E quando o assunto é política e ameaça de retirada de direitos, aí o povo esbraveja. Mas o que seriam estas retiradas de direitos?

Quando me mudei para a Nova Zelândia, se é que posso usar o verbo mudar, horrorizei com a questão de não ter auxílio para transporte, 13o salário e complementação de férias. Pensava em como as pessoas podiam não ter aqueles direitos fantásticos! Uma vez inserida naquela cultura fui percebendo que por receber por hora, eu fazia muito mais dinheiro do que normalmente eu faço no Brasil. E havia mais empregos, já que era por hora. Com isto, mães conseguiam produzir e ter tempo livre para cuidar dos filhos e era mais fácil encontrar trabalho desde que você estivesse aberto a trabalhar em horários não tão convencionais. E o melhor de tudo, a minha estabilidade no emprego é infinitamente maior do que no Brasil, onde, apesar de todos os direitos trabalhistas, se o meu chefe resolver dar o cargo para outra pessoa ele pode me demitir sem que eu tenha dado um motivo real. Lá para eu ser demitida preciso ser advertida por escrito pelo mesmo motivo por três vezes.

Estas são apenas algumas questões que precisei analisar e me adaptar, já que era novo para mim. E depois de certo tempo percebi que o país caminha justamente por isto. Esta lógica trabalhista é quase a mesma em outros países onde se vive bem. Mas retirar direitos dos trabalhadores no Brasil é polêmico, as centrais não vão permitir, afinal o trabalhador merece tudo! O trabalhador merece emprego, salário decente, oportunidades, segurança, clima organizacional adequado! O que é melhor? Receber o 13o e 1/3 de férias e um salário que não te permite viver com dignidade e poder ser demitido a qualquer momento? Ou não ter nenhum destes direitos e saber que amanhã você terá o seu emprego (só vai ser demitido se pisar feio na bola e não porque o seu chefe não gosta de você) e que seu salário te permite viver com dignidade?

Agora, com o novo governo vi frases de que o ministro falou que o SUS não se sustenta. Pergunte a um americano quanto custa cuidar da saúde (ou doença) nos Estados Unidos! Austrália e Nova Zelândia, países entre os melhores para se viver, cobram da população pelo serviço prestado. As vezes são valores bem simbólicos, mas cobram. Assim como faculdade. O governo ajuda, mas todos pagam pela formação. Mas aqui no Brasil temos a cultura de que o governo é obrigado a dar tudo (inclusive bolsa família, bolsa cultura...). Somos 200 milhões de brasileiros! Se em um país que não tem nem 5% disso, eles não fazem, como que o Brasil pode fazer? E mais, fazer direito? - Não irei entrar no mérito da corrupção aqui, pois são milhares de milhares desviados do destino final. Mas o ponto aqui é porque queremos tudo de graça. Não sai de graça! Quem paga imposto está pagando isto e quem não paga (porque não pode ou não quer) se beneficia do mesmo jeito e no final a conta não fecha.

E ainda tem a questão da idade mínima para a aposentadoria. Em vários países esta questão vem sendo discutida e alterada para permitir que todos se aposentem. Mas no Brasil não pode! É um absurdo! As pessoas vivem mais, a população jovem está diminuindo. Quem trabalha hoje paga a aposentadoria de hoje. Mas se não tiver gente suficiente para produzir daqui a alguns anos, provavelmente você será o aposentado que não vai contar com a aposentadoria de amanhã. A questão da idade ainda conta em um mercado de trabalho que privilegia os mais jovens pelos salários menores e vai precisar mudar para garantir que os mais experientes consigam se manter na ativa e em seus empregos até o momento da aposentadoria. Esta é a grande dificuldade deste ponto que vejo no Brasil. Infelizmente alterar a idade da aposentadoria, sem alterar a mentalidade das empresas, pode ocasionar num problema ainda maior. No entanto, são mudanças que precisam acontecer. 

Precisamos ver o que funciona lá fora e usar como exemplo. E precisamos pensar que a função de um governo é administrar o bem público, sendo capaz de gerar desenvolvimento e com isto empregos para sua população. Também é função garantir educação e saúde de qualidade. A população também precisa fazer sua parte cuidando do patrimônio e do coletivo, fiscalizando seus políticos e cobrando seus direitos, mas também cumprindo seus deveres. Está na hora de refletir: o que é culpa do governo e o que é sua culpa? O que o governo pode fazer e o que você pode fazer?


sábado, 19 de março de 2016

O Brasil na semana em que Lula se tornou ministro

Tivemos uma semana extremamente movimentada. Acho que jornalista de política nunca trabalhou tanto quanto estes últimos dias. Nunca um cenário político mudou tanto e tão rápido. A velocidade com a qual os fatos aconteceram surpreendeu todo mundo. E até a mim que não cubro política, na verdade, nem trabalho mais com jornalismo, fui atingida pela ansiedade do que seria a próxima novidade.

No domingo, dia 13 de março, os brasileiros foram às ruas demonstrar sua insatisfação com a política e os políticos. Na segunda, os boatos de Lula ministro ficaram mais fortes. E como onde há fumaça há fogo, ele se tornou ministro. O governo deu um tapa na cara do brasileiro que foi à rua clamando pelo fim da corrupção. Nem bem ele é empossado, já havia liminar desempossando. E foi a reação mais rápida da população que eu já vi. E confesso, gostei de ver.

Neste cenário tumultuado a economia flutuou, dólar e bolsa subiram e caíram . E na sexta-feira, para minha surpresa, pessoas de camisas e bandeiras vermelhas também foram para as ruas. E o SUSPEITO do maior escândalo deste país fazendo comício.  E o pior, muita gente aplaudindo. E para finalizar a semana, pelo menos não deve surgir nenhum fato novo, o STF devolve o processo de Lula para o  Moro, para a república de Curitiba, como o próprio Lula disse em conversa grampeada. A maioria dos brasileiros conseguiu colocar a cabeça no travesseiro ontem a noite e dormir mais aliviado.

Mas tem muita coisa que eu não entendo. E talvez o cineasta José Padilha tenha sido a pessoa que me deu a melhor explicação a respeito de quem defende Lula e este governo. Devo respeitar as opiniões contrárias às minhas, mas me coloco no direito de não entender certas posições:

1. Todos falam sobre golpe da elite brasileira contra este governo que defende os pobres.
Não vi defesa de pobre durante estes anos de governo, o bolsa família alimenta 1/4 da população. Ou seja dá o peixe, mas não ensina a pescar. Na minha opinião, fomenta pessoas que nunca vão pensar em produzir pois recebem o dinheiro sem o menor esforço. Foram 12 anos que poderiam ter sido investidos em infra-estrutura para aumentar a geração de empregos e não aconteceu. Sair da pobreza foi depender do dinheiro do governo. Gente, 1/4 da população é muita coisa! E este dado foi fornecido pela própria presidente em debate durante a reeleição. E se 1/4 da população depende de dinheiro do governo, o índice de desemprego no Brasil é bem maior do que os dados divulgados.

2. O golpe
Desde que me entendo por gente, o seu Lula conclama seus fanáticos para as ruas: Fora Collor! Fora FHC! Esta semana mesmo circulou nas redes sociais um vídeo da época em que era sindicalista, onde Lula fala que o mesmo povo que elege pode tirar. Isto é democracia! Mas, quando o clamor por justiça reflete na saída deles do poder, isto é golpe. Vejo aqui a velha máxima dos dois pesos, duas medidas. Não é golpe desde que não seja comigo. 
Na minha visão, golpe é o que este partido está fazendo ao burlar até a moralidade para se manter no poder.

3. O papel da mídia
Vi protestos contra a rede Globo, e várias manifestações contra a empresa vinda de seus militantes. O papel da imprensa é divulgar os fatos, ela não os produz. Então, aos defensores do governo tudo que tem sido divulgado pela imprensa é mentira? Vale lembrar que veículos de imprensa que têm um histórico de esquerda, estão divulgando os mesmos fatos. Ou seja, não tem ninguém mentindo por aqui ou ali.  Um exemplo disto é a Isto É. Então qual a dificuldade em entender que estamos diante de um crime diante do Brasil e dos Brasileiros? Na minha opinião quem defende bandido, só pode ser a favor do roubo, do crime. Não existe outra lógica na minha cabeça.

4. Justificativas petistas
Também vi muita gente criticando começar pelo PT, sendo que PSDB também rouba. Infelizmente nosso cenário político está lotado de pessoas desonestas. Mas um não ser investigado não elimina a culpa do outro. Então que começamos por algum lugar. Vamos acabar com este tipo de justificativa, porque desta forma o Brasil será sempre o país da impunidade. E se você reclama da violência hoje e defende este tipo de ideia, não reclame da violência amanhã. Que todos que cometam um crime, seja ele qual for, sejam punidos. Que sejam exemplos para moralizar o futuro! Com certeza, no dia que esta mentalidade mudar, o País começa a andar para frente.



domingo, 6 de março de 2016

Por um Brasil melhor!

O Brasil está vivendo um dos seus momentos mais emblemáticos, pelo menos desde que me entendo por gente. Após a eleição do Collor e sua saída do governo, este seja talvez o grande momento da democracia. Estamos num país dividido, onde o ódio está sendo mais incitado do que o bom senso. Onde a corrupção impera e quem está envolvido nela quer atacar o outro partido que também está envolvido em algum esquema que não veio à tona totalmente, ou pelo menos, que não tem nada de concreto ainda contra ele.

Não vou dizer que sou PSBD e não PT. Já votei em candidato do PT quando achei que ele merecia meu voto. Mas sempre fui muito mais de direita do que de esquerda. E isto porque o socialismo é muito mais bonito no papel do que na vida real. E não é necessário ser um país socialista para ter maior igualdade social. Basta visitarmos outros países e ver como qualquer pessoa, de qualquer profissão ou nível educacional consegue viver com mais dignidade. Por que ainda existe o sonho americano? Porque lá o carpinteiro vive com mais dignidade e possibilidades. Assim também acontece em outros países como Nova Zelândia, Austrália, Canadá, Inglaterra. Somente para citar alguns. As diferenças de classe sempre irão existir, até mesmo no socialismo (basta ver como vivem as pessoas ligadas ao governo e o restante da população), uns sempre irão fazer mais dinheiro que os outros, mas a diferença está em como os trabalhadores vivem nos outros países e como a gente vive no Brasil.

Logo quando eu voltei ao País comentei o valor do salário mínimo daqui para uma amiga de lá e ela ficou chocada, primeiro perguntou se era por semana. Este é o grande problema do Brasil. O mínimo não dá condições dignas para nenhum brasileiro sobreviver. Quem dirá viver! Com isto o grande espaço social causa ainda mais transtornos aliados ao desgoverno que tivemos nesta era PT. O poder de consumo do brasileiro aumentou no primeiro mandato, mas aumentou porque colhiam os louros de uma política econômica que começou anos antes com o Plano Real. E chegou o momento que o atual plano econômico não se sustentou mais, porque foi baseado no consumo, na roubalheira e em nenhum investimento para que o Brasil pudesse continuar crescendo.

A situação atual é triste, desanimadora. Tenho orgulho de governantes estarem sendo investigados e muitos políticos terem sido presos. Nunca imaginei que pudesse ver algo parecido no meu país.  Parabéns à polícia Federal e ao Sérgio Moro. Mas ao mesmo tempo sinto vergonha. Vergonha por saber que isto acontece há anos e os mesmos políticos são reeleitos. Vergonha por ver que mesmo com todas as provas, muitos brasileiros ainda se recusam a aceitar que este governo está atolado em lama e que se nada acontecer agora, o Brasil nunca vai mudar.

Pagamos um dos impostos mais altos do mundo. E o que temos em troca? Nada. Falta segurança, falta educação, falta saúde, falta futuro! 

Eu não consigo entender como uma pessoa que perdeu um dedo trabalhando e se aposentou pode ser representante do trabalhador. Já vi pessoas que perderam a mão inteira e continuaram trabalhando. Embora nunca tenha sido ligada à política porque sempre corria destas discussões, sempre vi que o PT votava contra qualquer coisa mesmo que fosse boa para o País. Ou seja, sempre quis ser do contra. E esta era no governo acaba de mostrar que eles sempre governaram para si mesmos. E isto precisa mudar, seja PT, PSDB, DEM, e tantos outros.

O Brasil é imenso e rico. Esta riqueza precisa ser revertida em oportunidades para o seu povo, que tanto luta para sobreviver. O Brasil está entre as maiores economias do mundo, mesmo quebrado. Então que todos os fatos sejam apurados e condenados os culpados. Que o brasileiro aprenda a votar e que quem for eleito faça uma gestão voltada para a educação, a saúde, a segurança pública. Que daqui uns anos (não sei se verei) possamos deixar de ser um país em desenvolvimento e ser um País desenvolvido. Que o jeitinho e a lei da vantagem desapareçam e todos respeitem as leis e regras! Que o povo passe a acompanhar de perto o que seus políticos estão fazendo! Que esta cobrança exista independente de partido! Que a população se una em prol de um país melhor e não de um partido político! 

A única coisa que digo: do jeito que está não pode continuar! A mudança é agora!

domingo, 17 de janeiro de 2016

Desabafo de uma brasileira

Esta semana que passou eu me peguei comparando minha vida há uns cinco anos atrás. Antes de me mudar para a Nova Zelândia. E consequentemente acabei comparando as condições do Brasil. Escolhi um profissão que tem um mercado disputado e complicado: o jornalismo. E apesar de nunca ter sido uma das profissões mais bem pagas, muita gente segue carreira e se sustenta com ela. O que eu quero dizer é que, o mercado para jornalismo nunca foi dos melhores, mas acredito que está cada dia pior. No entanto, ultimamente não existe área melhor ou pior, a situação do Brasil está caótica e, eu sem esperanças.

Não vou me ater à história, mas ao que vivenciei. Por mais que a entrada do Plano Real tenha causado vários problemas, ele trouxe uma estabilidade financeira. Houve maior poder de compra, estabilização da economia, controle da inflação, pessoas podendo viajar mais para o exterior e fazer intercâmbio. O Brasil chegou a ser visto com outros olhos e quando se conversava com estrangeiros, todos apostavam no meu País. Chegava a dar orgulho.

Embora quando eu tenha saído daqui o País não estivesse mais lá essas coisas, ele ainda desfrutava de um certo prestígio lá fora. Foi aí que comecei a ver o outro lado da vida. Um país onde existe educação, saúde, segurança, as coisas funcionam, a corrupção quase não existe. Devido a uma combinação de fatores, resolvi voltar. E para a minha surpresa, a situação aqui estava muito pior do que eu imaginava.

Há mais de 2 anos no Brasil, o que tenho visto é a situação cada vez pior. Um governo inoperante, que tomou decisões erradas desde o início e atolado em corrupção. População divida em partidos políticos, utilizando desculpas para defender o partido, ou tentando mostrar a podridão do outro. Eu tenho uma vontade enorme de gritar: "EI, QUAL E A SUA? O PAIS ESTA QUEBRADO, A CORRUPÇAO ESTA AI, A MENTIRA FOI CONTADA E VOCE CAIU. VOCE QUER UM PAIS MELHOR, DIFERENTE, OU QUER VE-LO AFUNDAR?" Porque é o que está acontecendo, estamos disputando feio o pior resultado de economia com a Venezuela.

Já temos um salário mínimo vergonhoso. Sofremos com a insegurança, falta de educação, problemas graves na saúde. E ainda temos que conviver com políticos desonestos que mascaram números, roubam a nação, e o pior, não se preocupam em mudar a situação.

Aprovar um orçamento furado. Aumento de impostos, atraso de salários de funcionários públicos. Definitivamente este não é o caminho para a solução e parece piada. O caminho é reduzir gastos (nada de suite presidencial em viagem para presidente, fique na embaixada), ministérios, enxugar os gastos públicos, fazer o corte nas contas do governo. Recuperar o dinheiro roubado. 

Impostos como a CPMF não irão resolver nada, se o gerenciamento não mudar. Precisamos de pessoas que realmente queiram fazer algo pelo Brasil. Para ser bem sincera, hoje eu tenho vergonha de ser brasileira. Sempre defendi o Brasil, mas neste momento tenho vergonha, não vejo possibilidade de mudanças, a luz no fim do túnel parece que não vai acender. Estou num momento onde questiono a minha decisão de voltar e não vejo como ir novamente.

Uma vez, um namorado meu de lá me disse: eu jamais moraria num país em desenvolvimento. E a explicação foi a seguinte: onde há grandes diferenças sociais, sempre existirá violência. E pelo jeito isto não vai mudar por aqui. E a diferença social, acaba trazendo muitas outras questões que vou abordar num outro texto. Por hoje, é: queria muito que fosse tudo diferente, mas não tenho mais esperanças. Foram anos para adquirir a estabilidade econômica, outro governo para acabar com ela. Precisaremos de outros tantos para recuperar desde que tenhamos políticos comprometidos e talvez eu nem esteja viva para ver isto novamente.