Eu tenho três blogs. Isto mesmo, três! E não dou conta nem de um. Mas mesmo assim mantenho os três na medida do possível. Amo escrever! E como eu vivia tendo ideias diferentes, comecei a segmentar. No entanto, este post de hoje sai do padrão deste blog. Sai porque vem cheio de reflexões de uma pessoa que está comemorando o aniversário hoje. Mais um ano de vida. Mais um ciclo finalizado e um outro se iniciando. E os meus devaneios continuam.
10 de Setembro. Todos os anos comemoro meu aniversario, ou não comemoro... Estou mais para não comemorar, do que para festa. E este ano eu quis um bolo. Caríssimo por sinal. Mas eu quis. Um bolo de prestigio. Um bolo para celebrar o meu dia. O contraponto deste bolo na dieta foi o pate com minha sopa Herbalife. Alguma coisa precisava ser menos calórica. E algumas poucas pessoas que realmente fizeram parte dos meus últimos aniversários.
Não compro bolo faz tempo e não convido pessoas faz tempo. Mas sempre tem aquelas que aparecem. Mas este ano sinto que eu tenho algo a comemorar: estou diferente. A vida me deu tantos solavancos que aos poucos estou aprendendo com ela. Ainda tenho muito o que melhorar, mas tenho consciência disso. Então o caminho fica mais claro, não menos fácil. Mas vou segui-lo e em algum momento chego ao meu destino.
Quando denominei este post como diferente, é porque vou falar de mais de um assunto, além do meu aniversário. E para finalizar este assunto e passar para o outro, faz tempo que não me sinto tão bem fazendo aniversario. Mais consciente de mim! Agora o próximo assunto que não é nenhum pouco agradável: a corrupção no Brasil.
Vi muita gente calada nos últimos dias. E muito dinheiro aparecendo do nada guardados em apartamentos emprestados. R$ 52 milhões?! Você tem noção de quanto vale este dinheiro todo? Do que se pode comprar? Eu não consigo nem imaginar. Mas você consegue imaginar quantas pessoas poderiam ter seu tratamento garantido no Sistema Único de Saúde? A corrupção faz tanta parte do governo (não importa a esfera ou o partido) que eles contam com naturalidade todo o processo.
Eu costumo dizer que os valores morais no Brasil mudaram. Estamos em um momento em que o errado de tanto que foi feito, deixou de ser considerado errado e parte do "normal". E se a gente for pensar, isto vem de todos os lados e em todas as camadas da população. A lei da vantagem reina e se torna coisa de gente esperta, o que deveria ser coisa de bandido.
Por outro lado, quem sabe este lamaçal todo que vem sendo investigado e vindo a tona não seja o principio de uma mudança? O que você acha?
E o último ponto que quero abordar hoje: o furacão IRMA. Ontem a noite recebi uma mensagem de um amigo me perguntando: Já pensou que tudo o que vimos está prestes a ser destruído pelo furacão? Eu não tinha pensado nisto na verdade. Acho que não tinha antenado para a gravidade do fato, sendo que devastações já haviam acontecido em outros lugares. Eu acho que eu estava como alguns americanos: "vai chegar fraco aqui".
Estive em Miami em Maio deste ano. E ofuscada por Roma, achei Miami ok. Mesmo assim pensava em voltar, de repente sem ter vivido tanta história antes. Com a pergunta do meu amigo comecei a pensar que fiquei hospedada a uma quadra da Ocean Drive, na Collins Avenue. Era um quarteirão e já estava na praia. Ali é cheio de bares, comércio, supermercados, prédios residenciais e muitos hotéis. Aliás, até o studio da ESPN é bem ali, na Ocean Drive. Quanto prejuízo e quanto terror num momento destes! Acho que quem não passa por isto, não consegue imaginar.
Pensei na situação dos animais do aquário de Miami. Um lugar onde animais ficam soltos. E tanques e tanques de agua com golfinhos, orca, peixe boi e outras espécies, bem a beira mar! O memorial do holocausto. Uma homenagem aos judeus mortos na Segunda Guerra Mundial! Um lugar cheio de história e energia! Muita gente vê Miami como um centro de consumo. Mas a cidade é mais que isto.
E difícil entender o que está acontecendo. Aquecimento global? Ciclos da natureza? A mídia está forte na cobertura nos Estados Unidos, mas países menores já foram devastados no caminho e são três furacões... Justo com os países menores? Não. Mas também a estrutura jornalística nos Estados Unidos é bem maior do que nas outras ilhas atingidas. E aí me vem a pergunta: até onde é seguro para os jornalistas que estão fazendo a cobertura deste fenômeno da natureza? Até onde eles estão ali pois querem fazer parte da cobertura ou por serem obrigados a isto?
As perguntas vieram das minhas reflexões. Acho que no dia que entramos num novo ciclo questionamos mais o sentido da vida e das coisas. Mas é justo? É lícito? É vontade de fazer a matéria da vida?
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