domingo, 30 de julho de 2017

Ainda há esperanças?

Eu vivo me perguntando se ainda há esperanças para o Brasil. Até que vi uma reportagem hoje que remetia à popularidade dos demais presidentes, incluindo o atual, Michel Temer. Quando vi que na época do Sarney a inflação chegou a ultrapassar os 1000%, percebi que ainda estamos muito bem, obrigada.

O triste é pensar que no decorrer dos anos conseguimos uma economia mais estável, mas a mentalidade dos políticos e dos brasileiros não tenha mudado. A inflação foi reduzida, mas a corrupção tomou proporções empresariais, passando a fazer parte do sistema, tanto no governo (em todas as esferas) quanto nas empresas para pagamento de propinas. Algo jamais imaginado, mas que com uma polícia e juízes atuantes, estão investigando e trazendo a tona o que ninguém imaginava.

O Brasil sempre foi um país corrupto, mas acho que ninguém imaginava a proporção. O Rio sediou dois importantes eventos mundiais e está quebrado e assolado pela violência. Pessoas são mortas por balas perdidas ou por falta de atendimento em hospitais, seja por falta de médicos, leitos, medicamentos, aparelhos...

A falta de interesse na educação, vinda por tantas gerações de políticos fez com que chegássemos aonde estamos. E o pior, a mesma falta de educação faz com que permaneçamos aqui, pois só é eleito quem faz o que se pode ver. E político se quiser ser reeleito, vai fazer obra super faturada, dar bolsas família, ou sei lá o que. Mas escola, ninguém vai ver. Este tipo de político quer dar o peixe, mas nunca vai ensinar a pescar.

Em um país com mais de 200 milhões de habitantes, o povo precisa parar de pensar que o governo tem que dar tudo. O governo tem a obrigação de devolver ao povo os impostos que nos são cobrados na forma de educação, infra-estrutura para instalação de empresas e assim geração de emprego, garantia de acesso à saúde. Mas o povo também precisa produzir e saber cobrar. Bolsa família não gera renda, o que gera renda são estradas boas, empresas, pessoas empregadas e fazendo o seu próprio dinheiro e garantindo a sua subsistência.

O Brasil é um país caro, onde o salário mínimo não garante dignidade a ninguém. Os salários são baixos em virtude do custo do empregador. E as pessoas reclamam das reformas trabalhistas, sendo que os principais direitos nem foram tocados. Nos países de primeiro mundo não existe tanto beneficio assim e a pessoa acaba tendo mais estabilidade no emprego do que aqui. Se quisermos que o país funcione bem, porque não seguir o exemplo de onde as coisas funcionam?! Que tal pararmos de reclamar e ajudar nesta mudança?!

Nenhum comentário:

Postar um comentário